“A gente não é catador de lixo, a gente é catador de matérias recicláveis. Lixo é aquilo que não tem aproveitamento, material reciclável sim.” (Tião Santos – Presidente ACMJG)
Foi essa frase ao final do documentário “Lixo Extraordinário” que me motivou a escrever este post.
Mas afinal de contas, o que estamos fazendo com os resíduos que geramos?
Diariamente me deparo com pilhas velhas, lâmpadas queimadas, remédios vencidos entre outros resíduos que vão se acumulando pelos cantos da casa a espera de um destino adequado. E apesar de todas as tentativas de amenizar os impactos do meu consumo sobre meio ambiente e a sociedade, ainda encontro sérias dificuldades para garantir o destino adequado para a grande maioria dos resíduos por mim gerados.
Lixo: O que é, e o que não é?
Segundo meu querido dicionário Aurélio a palavra LIXO trata-se de um substantivo masculino cujos significados atribuídos são:
1. Aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua, e se joga fora; entulho.
2. Tudo o que não presta e se joga fora.
3. Sujidade, sujeira, imundície.
4. Coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor.
5. Restr. Resíduos que resultam de atividades domésticas, industriais, comerciais, etc.
6. Fig. V. ralé (1).
Até concordo com a parte que diz “tudo que não presta”, mas isso vai depender do ponto de vista, o que não presta para mim, talvez tenha serventia para o outro.
Entulho não presta? Coisas velhas, obsoletas e sem valor são lixo? Será que os resíduos que geramos não poderiam ser melhor aproveitados antes de serem descartados em “lixões” a céu aberto?
Ao ver as imagens chocantes dos caminhões de “lixo” chegando ao aterro de Gramacho, senti-me deprimida. Não só pela situação insalubre e perigosa em que trabalham aqueles catadores, mas também por saber que estamos todos diariamente contribuindo com esta atrocidade.
Cabe-nos então uma reflexão, individual e coletiva, sobre a maneira como lidamos com os resíduos que produzimos.
Reciclemos corações e consciências!!!


é, blezinha, esse filme tá rendendo reflexões.
eu realmente espero que a classe média frequentadora de cinemas , mais consumidora do que cidadã, mude seu padrão para algo mais consciente.
lixo não existe! é só algo que fazem você acreditar, que nem coelho da páscoa, que aliás vem chegando contudo com seus plásticos laminados em pleno calor de 40 graus…
Por: Aline Matulja em fevereiro 22, 2011
às 2:32 pm
Nossa Pretinha, nem fala!
Mais uma data do consumismo exacerbado esta chegando.
Quando isso vai mudar?
Por: Blé Binatti em fevereiro 22, 2011
às 3:02 pm
Li, adorei o blog! mto conscientizador! Vc ja viu Estamira? Eh sobre uma catadora de lixo… Ilha das Flores tb eh incrivel… bjao sra. ambientalista linda!
Por: Janis em fevereiro 23, 2011
às 1:25 pm
Valeu Janis! Amei sua visita! Vi esses filmes sim! Ótimas dicas, né?! O Ilha das Flores é tão antigo e tão HOJE! E o Estamira que reflete que loucos samo NOZES!!! Venha sempre tá! E mande pra nós as novidades sustentáveis de London London!? Amo! bjs!
Por: Aline Matulja em fevereiro 23, 2011
às 1:28 pm
Estamira é maravihosa!
A lucidez exacerbada.
Por: Blé Binatti em fevereiro 24, 2011
às 2:47 pm
Ótimo post! Linkei aqui: http://www.agenciacartaz.com.br
beijo!
Por: Leandro Matulja em fevereiro 24, 2011
às 12:49 pm
amei! <3
Por: Aline Matulja em fevereiro 24, 2011
às 1:11 pm
Refletindo em cima das provocações da blé, faz tempo que me gera incômodo a definição de “lixo”. Acho que talvez algo como “o não recurso” parecer fazer sentido, mas realmente exige que percebamos que é uma definição relativa. Acho que gestão de resíduos poderia assim ser entendida como a arte de reduzir o não recurso absoluto, aquilo que nenhum sujeito e nem bem o ecossistema consegue dar uso. Isso acaba incorporando os 3 Rs, pois precisaremos reduzir o consumo e sofisticar nossa capacidade de transformar não em recurso.
Por: Zucco em fevereiro 24, 2011
às 6:09 pm
Valeu Zuquito!
A idéia era provocar mesmo.
Agora vamos ver o que a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem a nos dizer.
Por: Blé Binatti em fevereiro 25, 2011
às 12:57 pm
O quê, o quê???
Por: Aline Matulja em fevereiro 25, 2011
às 8:34 pm